Da coleção de histórias de vida – meu zoológico

Aqui na minha casa somos todos loucos por bichos. Morar em casa sempre foi um objetivo de vida, muito por conta disso. Já tivemos “de um tudo”: pássaros, coelho, preás, hamsters, pintinho, peixes, rã, um gato (com fim trágico… que contei em outro post), e, é claro, muitos cachorros. Cachorros são meus seres prediletos.

Até ficaria tentada a achar que quem não gosta de cachorro não é uma boa pessoa, mas uma das pessoas prediletas da minha vida, e uma das melhores pessoas que conheço, não é muito fã de nenhum bicho, então desfiz essa teoria muito cedo.

Hoje somos em dez aqui em casa. Quatro humanos, quatro cachorros e dois pássaros. Fora os peixes no laguinho… Tudo bem, também acho muito. Me pego pensando o que me levou até aqui quando enlouqueço com as despesas e o trabalho que dá. (Desabafo: Onde esse mercado veterinário vai parar?! Tratar da saúde de um cachorro as vezes custa muito mais do que da saúde de gente😱). Mas. em geral. curto mais do que me estresso cuidando dessa minha trupe.

Vou apresentar todos eles (todos meninos, incluindo os humanos. Como dizia meu caçula: “Mamãe, você é a “reia” dessa casa”!)

Elvis é uma Cacatua de 6 anos. Nascida em cativeiro no Maranhão, tudo registrado corretamente no Ibama, foi encomendada e veio de avião em uma caixa especial, ainda bebezinho. Era meio depenada e comia só papinha na seringa. Deu um trabalhão até comer só ração. Foi sonho de consumo do meu marido por anos, que finalmente se concretizou. Só que Elvis é doido mesmo por mim ❤️. Sai de qualquer lugar que estiver para buscar meus carinhos.

Elvis

É uma figuraça, adora dançar, tenta cantar, assobia. Mas também é muito temperamental, grita e ataca os cachorros e as pessoas que não gosta, incluindo meu filho mais velho. Viverá mais do que nós e já está definido como uma das heranças do filho mais novo, que também adora a criatura.

Rock you!

O outro pássaro é o Neymar. Também nascido em cativeiro, é uma Calopsita, tão adaptada que nem quer mais sair da gaiola, que fica aberta de dia. Assobia o hino do Vasco, dá bom dia e adora companhia. Estamos cogitando soltá-lo no viveiro do meu pai com outras Calopsitas, mas ainda em amadurecendo a ideia porque ele não parece infeliz.

O cão mais velho é o Hugo. Agora com 9 anos, foi o presente de 18 anos que o caçula escolheu. “Quer ter problemas? Compre um Buldogue Francês” . Ouvimos isso de um criador de Pastor Alemão e, tadinho, é bem isso mesmo. Super alérgico, surdo, carente, baixinho metido a bom de briga, está sempre se metendo em confusão e apanhando do grandão da casa. Seria um ótimo filho único, mas em grupo não funciona bem. Ama gente, especialmente crianças, e passear. Guloso e obeso, está sempre de dieta e comendo um tico de ração misturada com xuxu para reduzir as calorias.

Hugo. Baixinho atrevido.

Ballack é o Pastor Alemão, o cachorro perfeito que chegou na pandemia. O seu nome foi dado em homenagem a um super jogador de futebol do Bayer. Inteligente demais, cão de guarda de verdade, lindo e cheiroso (já viu cachorro cheiroso? Ele é!). Um companheirão. Devoto do meu filho mais velho, seu único defeito é me carregar pela coleira em qualquer passeio. Não pode ver outro cachorro na rua e eu não consigo segurar. Anda agora bem carente e desobediente, enciumado com a chegada do salsicha Oliver, que dorme no meu quarto. Espero que supere esse drama.

Ballack

Brunello é o pisciano explorador. Enorme. Um Pastor Maremanno, raça italiana e por isso ganhou o nome do vinho. Fugia direto para fazer ronda no condomínio de madrugada, assustando todos os vigias. Tivemos que “rebolar” para controlar as fugas, uma mania talvez herdada dos ancestrais pastores. Talvez pelo mesmo motivo, tem um instinto selvagem, dorme na chuva e se arrasta na terra. Preguiçoso e desconfiado, avisa todas as noites que está na hora do seu jantar, embora apesar do tamanho não coma quase nada. O salsicha adora Brunello e o Buldogue detesta ele. Ballack fica neutro na história.

Meu urso. Brunello.
Voltinha com eles…

Por fim, a última aquisição, o Oliver ou Azeitoninha ou Pituquinho, o salsicha mais mimado do planeta. Ganhei de presente de Natal, faz agora um ano. Amo essa raça. Ele é minha sombra, como o Tobi, o meu primeiro salsicha que tive, era. Me segue, literalmente até debaixo d’água. Extremamente amoroso, obediente e leal, ainda é lindinho, cor de chocolate, com maravilhosos olhos verdes.

Oliver e seu olhar apaixonado.

Se dá bem com os três irmãos mais velhos, não tem medo nem do Elvis, embora tenha muito medo de pessoas e novidades. Se treme todo por conta de qualquer coisa desconhecida, tipo colocar uma coleira nova ou o carinho de uma visita. Por mim, levava ele pra tudo quanto é canto, amo sua companhia, mas meu marido tem ciúmes 🤣🤷🏼‍♀️. Meus filhos falam que está temporariamente substituindo a necessidade de um neto que ainda não chegou.

Acho que agora, que estamos em uma fase querendo simplificar a vida, vamos ter que caminhar para uma redução progressiva de mascotes. Bem coisas da vida. Mas foi gostosa essa bagunça. Companheirões 😍.

Um comentário

  1. Amei conhecer os detalhes dos seus bichos!!! Como sempre de forma extremamente divertida e leve dez me rir sozinha aguardando uma cirurgia no centro cirúrgico. Não sei quem é essa pessoa que vc diz que não ama muito os cães, mas eu seria uma dessas pessoas que não são muito chegadas aos bichos. Mas vc sabe que também sou uma bom pessoa boa! Kkk

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