Da coleção de peculiaridades – a minha estranha coleção de hipopótamos

Todo mundo pergunta como comecei a colecionar hipopótamos e o motivo. Mas não tem nenhum significado especial, para a frustração de muitos. Achava o bicho fofinho, um gordão simpático e devo ter expressado isso para meus amigos, porque ganhei o hipopótamo “número 1” da minha comadre. Nem ela lembra o que motivou me trazer esse presente que ela comprou na Disney. Era uma “hipopótama” de lacinho de fita na cabeça, que chamei de Filomena. O “número 2” também ganhei, o Leopoldo, marido da Filomena, mas não lembro mais quem me deu. Já o número 3, fui mesma quem comprou para fazer companhia aos outros dois. Esse ficou sem nome, mas não parei mais.

Filomena e Leopoldo.

Toda viagem procuro hipopótamos para meu arsenal de amiguinhos. Raramente volto sem pelo menos um, podem acreditar! Encontro nos lugares mais inusitados e meu recorde foram 6 em uma só trip pela Itália. Alguns já tive que trazer no colo, não resisti, mesmo ciente do trabalho que daria carregá-los pra casa. Mas só compro se eu acho mesmo bonitinho e de preço razoável. Meu marido me acusa de ser uma colecionadora “fajuta”.

Achados da minha comadre ❤️

Também ganho muitos de presente. Ninguém que sabe dessa minha coleção passa impune. Tenho hipopótamo do Havaí, feito de palha de coco, apesar de nunca ter estado por lá e um casal eroticamente posicionados, das Ilhas Maurício, também onde nunca estive. Inevitavelmente ganho alguns duplicados que recebo com o mesmo carinho e disfarço do presenteador, pois é maravilhoso que tenham lembrado de mim e não quero nunca decepcionar um gesto tão carinhoso.

Muitos dão dicas das minhas viagens, então tenho vários italianos, incluindo de Murano, imitações do Louvre e muitos outros franceses, belgas, espanhóis, alemães, um mexicano, e vários africanos, claro, mas comprados de imigrantes de lá. A África ainda está na minha lista de desejos de viagem.

Há também aquelas coisas fofinhas, como um exemplar fêmea do Kinder Ovo, presente de minha sobrinha Nini quando tinha uns 4 aninhos e uma família inteira (pai, mãe e dois meninos, como a minha), vestidos com roupinhas de gente pelas mãos prendadas da mãe de uma grande amiga, que me doou do seu próprio acervo de lembrancinhas especiais.

Não é linda?!

Claro que tem uns prediletos. Minha bailarina gorducha antiga (de novo presente da minha comadre que se esmera procurando coisas diferentes em leilões), a de biquíni amarelo que achei nos fundos de uma lojinha em Munique, o trio dos sentidos, presente do meu filho caçula, um “micro”, presente de um pisciano, e dois espetaculares e gigantes, um azul e outro branco, daqueles que vieram no meu colo no avião.

Alguns ficam espalhados pela casa. Cheguei a ter uns 5 de parede, tipo imitando cabeças empalhadas, muito engraçadinhos, mas eram de louça e foram derrubados em um dia de ventania. Tenho também alguns com plantinhas que ficam nos móveis do jardim e uma cabeça enorme de papel estruturado muito legal.

A última vez que contei minha coleção fechei em 147. Nessa altura da vida já me pego pensando para quem devo deixar tudo isso de herança, se alguém ia gostar cuidar e perpetuar essa gostosa maluquice que me faz mais conectada com várias pessoas que me querem bem. Mas também tudo bem se ninguém ligar. Prometo não voltar para puxar o pé de ninguém por conta disso… 🫣 O importante foram as emoções que vivi! 😉

A maioria dos meu hippos ficam aqui, protegidinhos das arrumadeiras e dos arteiros. Só eu limpo…

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