Da coleção de viagens – outros cantos da Itália (Lago de Garda e Dolomitas)

– De novo Itália, mãe?! Sim. Vamos para cantos diferentes agora, explico para os meninos.

Achei que o roteiro, incluindo o show, ficou perfeito. Para variar tenho um “pit stop” para ver a turnê mundial do Metallica, dessa vez na primavera e em Munique. Pensei até em conciliar com um tour pela Holanda e finalmente ver o florecer das tulipas, aproveitando a época do ano, mas não deu para me ausentar do trabalho antes. Então planejamos para o final de maio. Primeiro uma incursão no norte da Itália (Largo de Garda e Dolomitas), depois um dia em Veneza pra matar saudades, de onde seguiríamos de avião pra Munique, e finalmente de lá pegar um voo Sardenha que estava na lista de destinos desejados há tempos. Ida e volta por Milão. Feito roteiro férias 2024.

O norte da Itália também é lindo. O Lago de Como já tínhamos amado e o de Garda também aprovei. Diversas cidadezinhas em volta de uma paisagem deslumbrante, dava para ser uma viagem de mais dias, vendo devagar cada cantinho, mas conseguimos ter uma boa noção geral dormindo 2 noites por lá. Escolhi me hospedar em Limone Sul Garda. Lindinha demais! Gostei da minha escolha. Abre-se a janela do quarto do Albergo Montebaldo e parece que estamos em um filme.

Varandinha do quarto no Albergo Montebaldo

Tem uma trilha cinematográfica para caminhar ou pedalar beirando o lago e muitas lojinhas charmosas com artigos de limões sicilianos para todos os lados – o lugar se veste de amarelo e verde.

No dia inteiro que estivemos no Lago de Garda rodamos toda a orla de carro. Paramos em Riva, Malcesine e Sirmione (jantamos lá) e são todas bem bacaninhas, cada uma de um jeito, com direito a castelos charmosos, especialmente em Sirmione. Ao longo do caminho, pelo lado do lago, acompanhamos um bonito balé de velas e pequenos paraquedas coloridos pois o Windsurf e o Kitesurf, são muito comuns por ali.

Balé de velas no Lago de Garda.

É bem puxado fazer esse trajeto todo em um dia, dois dias inteiros seria melhor. Se for no verão sugiro que reservem um tempo para bons mergulhos. Mesmo ainda estando friozinho, já vimos nas pequenas praias muita gente se aventurando.

Por do Sol em Sirmione

No D3 de viagem seguimos para as montanhas, mais especificamente Val di Funes, perto de Bolzano, para dormir por lá. É uma paisagem da Itália totalmente diferente. O nome das montanhas, de composição bem específica (que lhes confere uma palidez brilhante), acabou virando o jargão para o nome da região – Dolomitas.

Dolomites. Cortina D’Ampezo.

Há muita influência da arquitetura e dos hábitos da Áustria, pois só se tornou Itália após a primeira guerra. Inclusive todos falam alemão por lá. As maioria das casas tem aqueles telhados típicos de construções grandes das montanhas, com celeiro ao lado. Verão também diversas capelinhas charmosas espalhadas pelos campos e muito mato florido. Mas o que torna essas paisagens ímpares realmente são as montanhas imponentes ao fundo de todo o cenário. Não tem foto que demonstre sua proximidade e o impacto de sua presença. Daquelas coisas que se precisa realmente ver ao vivo.

Consegui ver “os cartões postais mentais” que estavam na minha lista de desejos, mas senti falta das vaquinhas pastando 🫣. Era feriado quando visitamos o Vale, e elas estavam “de folga”, guardadas nos seus estábulos😔. Tentamos fazer amizade com uma, que até recebeu os carinhos do meus marido, mas que de súbito se enfiou debaixo da cerca para me dar uma cabeçada raivosa 😱. Não estavam muito afim de entreter turista não 😂.

Ficamos em um hotel bonitinho chamado Egentaller, que reservei porque tem um restaurante com estrela Michellin e seria minha aposta para o jantar. Mas não demos muita sorte com os dias que escolhemos para as Dolomitas: 2 feriados, chuva chatinha eventual, e no dia que estivemos nesse hotel, uma segunda-feira, a cozinha estava fechada. Mudamos um pouco então o roteiro, seguindo para Ortisei, sugerido pela Silvania do @dolomitasitalia, que me ajudou nessa viagem. A cidade é bem bonitinha e jantamos por lá no Mauritz Keller.

No dia seguinte, já cientes da previsão de tempo ruim, fomos conhecer a cidade de Bolzano e talvez por conta do mal tempo não gostamos muito não. Não é aconchegante, meio cidade grande, poucos detalhes lembram a vila pequena que um dia foi. E ainda ficamos presos por lá, por conta do Giro d’Itália, uma competição tradicional de ciclismo que provocou o fechamento de todas as saídas da cidade. Acabamos o dia em um boteco tomando cerveja, comendo Panini e fazendo hora para conseguirmos alcançar o hotel seguinte em Cortina D’Ampezo. Coisas de viagem. Nem sempre sai perfeito, o importante é manter o bom humor.

Já Cortina D’Ampezo entregou tudo que prometeu, uma outra cidade decorada de fantásticas montanhas rochosas por todo seu entorno. Ficamos em um hotel muito bacana, super central, o Franchesci Park Hotel – tratamento de primeira, linda vista, localização perfeita e estrutura ótima.

Franchesci Park Hotel. Muito bom!

No final concluí que não há necessidade de se fazer duas bases nessa região. Ficaria em Cortina mesmo para as três noites que planejamos na região, fazendo “bate-voltas” para Val di Funes e outros destinos. Para calcular o tempo que quer ficar nesse destino considere se quer fazer caminhadas longas ou não. Tem muito mais para ver do que eu vi, mas fiquei bem satisfeita com a programação, pois não pretendia fazer trekking ou escaladas.

Nos concentramos nos lagos basicamente. Fomos ao Misurina, Dobianco e Bries. Sem querer passamos também pelo de Landro.

Lago de Bries
Lago de Leandro. Verde leitoso.

O caminho para o Lago de Bries já é lindo!

“Pela estrada a fora” (caminho para o Lago de Bries – Dolomitas).

Achei o Lago de Bries o mais deslumbrante de todos, bem grande, a volta em toda sua extensão soma 10 km, e tem algumas subidas íngremes. Fizemos a volta, estávamos com tempo, mas se precisar limitar o trajeto, prefira o lado esquerdo de quem está olhando para o lago, onde está a cabana de aluguel de barquinhos. Nos 3 primeiros km é onde se concentram as vistas mais bonitas. A “prainha”, na base da montanha, fica praticamente no meio do caminho. A surpresa ali foram as muitas esculturas de pedras empilhadas pelos visitantes. Muito bacaninha de se ver.

Depois desse início na Itália “alpina”, passamos por Veneza para pegar um voo para Munique, onde dois dias de show do Metallica nos aguardavam.

Veneza para mim é sempre uma visão deslumbrante. A Piazza San Marco é sublime, não deu para não se emocionar mais uma vez. Vagamos sem destino, parando para ver detalhes, tirar todas as fotos de novo e olhar as lojinhas encantadoras no caminho. Essa “leveza turística”, de quando visitamos o mesmo local mais de uma vez, pode ser também muito interessante.

Em Munique ficamos mesmo concentrados nos dois dias de show. No dia de intervalo fizemos um bate volta em Innsbruck, pois queria apresentar a foférrima cidadezinha austríaca para o meu marido. Finalmente lá comi os melhores strudels da minha vida, em um pequeno café, próximo a descida do teleférico. Infelizmente não guardei o nome mas se dedicava somente a servir essas iguarias e de vários sabores. Dividimos um prato com 3 fatias: maçã, amora e chocolate. Delícia!

Depois do show separamos a mala “de inverno” que ficou fechada durante os 12 dias seguintes quando fizemos a parte 2 da viagem – nossa incursão na Sardenha, a ilha italiana de mares turquesa.

Ahhh ele fica muuuito feliz! 🥰

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