HVAR
Hvar foi nossa base mais linda na Croácia. Que graça de lugar! Tem assunto para muitos dias, ficamos 4 noites, mas se quiser esticar ainda mais vai encontrar muito o que fazer, considerando possíveis passeios de barcos e inúmeras praias alcançáveis por todo litoral.
O apartamento (Waterfront Apartament Prosper) onde nos hospedamos era de frente para o porto, muito arrumado, muito central e apesar disso super silencioso. Tinha o Anna Cafe bem embaixo, que era muito bom. Nota 10! Só dei 9 no booking porque a água quente do banho acabava muito rápido e sou uma pessoa dependente de banho muito quente.
“Fizemos praia” na cidade sempre do lado esquerdo de quem olha para o mar, que tem bons espaços nas pedras para acessar o mar maravilhoso, até com espreguiçadeiras (caríssimas, perguntem o preço antes de sentar) e uma praia de pedrinhas simpática na frente do hotel Anfora, onde você pode alugar caiaques e tomar uma cervejinha boa nos bares ao redor.






Importante: cuidado com o passeio de caiaque, pois pode ser um esforço grande se estiver ventando ou o mar estiver agitado. Marido se acabou de remar na enseada de Hvar e rolou um mal humor. Quem conhece meu marido sabe que seu mal humor pode ser um transtorno bastante grande. Em Dubrovnik, assistimos pessoas passando bastante aperto no passeio junto às muralhas, sem conseguir seguir o rumo e remando no mesmo lugar sem parar. Parece fácil, “só que pode ser que não”. Avalie as condições.




Saímos um dia para um passeio de barco contratado em uma empresa local recomendada pelo dono do nosso apê. Fomos com um grupo de cerca de 10 pessoas (chegamos a olhar o preço de um passeio privativo mas era bastante caro) em um barco não muito grande, até a Green Cave, Blue Cave, Baia Stiniva, Ilhas Pakleni e Vis.









Foi bem legal esse dia do barco, mas o dia mais sensacional em Hvar foi quando saímos de quadriciclo (“quad” para os íntimos…) para visitar as praias e as cidades Stari Grad e Jelsa, voltando pelo interior da ilha. Tenho “um pouco de muito medo” de motos e similares, mas arrisquei na carona do marido mais uma vez (a primeira foi em Santorini e amei apesar do medo). A estrada não é complicada e recebemos boas dicas e um mapinha da agência onde alugamos a “motoca”. Aproveito para te convidar para também conhecer minhas histórias sobre a Grécia: Da coleção de viagens – Grécia. Uau!).

Agosto, 2023.
Paramos em uma vila abandonada interessante (Malo Grablje), em praias paradisíacas (destaque para a Dog Beach, Zarace) , almoçamos em Stari Grad e tomamos sorvete em Jelsa.








Passamos pela pequena Veneza de Hvar (Vrboska), vimos o pôr do sol em um deque de frente para o mar, no alto das montanhas, desgustando vinhos locais (Lacman Family Winery – um achado no caminho) e terminamos na fortaleza da cidade de Hwar, já de noite. Se fosse de novo ficaria pelo menos mais uma noite na ilha e faria dois dias de explorações como essa, para olhar com mais calma as outras vilas, principalmente no interior, perto das vinícolas e dos campos de lavanda.





Importante falar sobre esses destaques da Croácia que eu não tinha noção e possivelmente vocês também não. É uma terra de deliciosos azeites, muitas oliveiras, de trufas, de lavanda e de vinhos diferentes e únicos (os brancos são maravilhosos). Também fiquei impressionada com os figos, e principalmente com o fato de poder colher no pé em algumas praias.



Outra coisa curiosa: nunca ouvi tantas cigarras berrando juntas, uma “gritaria” sempre que havia uma casuarina no caminho (e tem muitas árvores dessas por lá).
Próxima parada: Kórcula.
KÓRCULA
Pegamos um ferry, dessa vez da empresa Krilo, e desembarcamos nas terras do vinho GRK, que se fala com um “r” muuuito arrastado. Vinho único no mundo, uma uva que só existe em Lumbarda, cidadezinha dessa ilha. Muita gente faz um pit stop em Kórcula, deixando as malas no porto (tem guarda-malas), passeando na ilha e seguindo viagem para Dubrovnik no final do dia. Mas como amamos vinhos, ficamos duas noite ali e achei que valeu muito a pena.

O hotel que ficamos (The Fabris) era muito bom, super jeitoso, em um prédio tombado pelo patrimônio histórico lindo e funcionários muito agradáveis. Tinha um excelente café da manhã, com preço justo. Recomendo.



No primeiro dia olhamos a pequena cidade murada com bastante tranquilidade, que é encantadora. Tem vários restaurantes nas muradas e muitos bares de vinhos.





No segundo dia fomos de bicicleta até Lumbarda. O caminho não é plano e aconselho fortemente uma bike elétrica ou lambreta. Sofri muito para pedalar nas subidas e são muitas por qualquer caminho que se vá. Não se iluda se não for um atleta do ramo, pois vai se cansar bastante.

Delícias croatas em tasting na ilha de Kórcula.
Lumbarda tem praias famosas principalmente porque tem areia, mas gostamos mesmo dos espaços nas pedras, de frente para as montanhas, com aquela água translúcida.



Adoramos a vinícola Vitis que visitamos, onde tomamos o maravilhoso GRK, realmente um vinho branco único. Mas também tem outras duas famosas: a Popovich (ao lado da Vitis) e a Bire (um pouco mais a frente, mas que só abre mais tarde).

Quem nos atendeu foi a própria família que cuida de tudo ali e donos da vinícola. Sentados em banquinhos altos em um jardim florido vivemos uma deliciosa desgustação acompanhada de pequenas delícias como queijo pecorino, presunto de Parma e figos.





Nos explicaram que a uva do GRK é fêmea e precisa de outra parreira macho, plantada ao lado, para ocorrer a fertilização. A uva “macho” pode variar dependendo da vinícola, mas frequentemente usam a Plavac, que é prima do Zinfandel (californiano) e quem deu origem a ele e aos similares primitivos da Puglia (por sinal amo muito ambos). Importante mencionar que apesar da uva Plavac ter sido a origem dessas outras uvas muito fáceis de gostar, o vinho tinto Croata é bem complexo, principalmente se a única uva for a Plavac, e muito diferente dos seus vinhos “primos”. Sinceramente não gostei, me mantive nos brancos, mas meu marido adorou.
Em relação a comida em Kórcula, destaque para o restaurante Adio Mare, especializado em peixes e que tem um tipo de pastel folheado que é o must. Fica em um terraço aberto e lá tomamos um vinho branco e outra uva diferente, a Pošip que também gostei.
No dia seguinte seguimos também de Krilo para o último destino croata: Dubrovnik.

Ana que delicia, vontade de conhecer esse lugar lindo!
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